/page/2
miguelsilvarocha:

Rota do Ouro Negro / Percurso do Carteiro em anel, Escola abandonada,  Arouca, Portugal, Janeiro Doismiledoze

miguelsilvarocha:

Rota do Ouro Negro / Percurso do Carteiro em anel, Escola abandonada,  Arouca, Portugal, Janeiro Doismiledoze

À periferia.

Nós somos os arquitectos da periferia. Somos os responsáveis por criar a nossa identidade. O centro está cheio, é história e urge-nos, por isso, a expansão. Despreocupámo-nos com o ordenamento e expulsámos para os arredores o que não nos interessava no centro. Falha-nos, no entanto, a capacidade de realizar a evidência: só a periferia é capaz de nos ajudar a criar a identidade de Hoje. A “nossa” identidade. Cabe nos agora o cuidado de construir a nossa periferia; e é clara essa necessidade(!). A de uma referência capaz de adivinhar a transição entre o nosso passado e a urgência de um futuro, de uma identidade própria e actual. Cabe nos a nós construir esta cidade que nos resta. O lugar por preencher. Tal como no objecto (arquitectónico) de Koolhas, a distância do centro ao invólucro tornou-se tão grande que aquilo que vemos já não é o que está no seu interior. As partes autonomizaram-se. É, agora, urgente dar um sentido à periferia para que esta não morra.

   
Preocupa-me a questão do lugar, do sitio que a arquitectura transforma e da forma como o faz.
 Pergunto-me se existe forma alguma de se dissociarem. Da possibilidade de existir arquitectura sem o lugar, ou antes, de se poder fazer arquitectura sem  o lugar. Ambos os conceitos são complexos o suficiente para me distraírem da sua compreensão plena e, por isso, proponho-me frequentemente a um exercício (ingenuamente) simples, o de tentar reduzir ambos ao essencial que os define e aí procurar algo que os ligue inequivocamente. Esse será o ponto de partida da relação entre o projecto e o lugar. Entre o arquitecto, o projecto e o lugar.
E esse exercício consiste num processo muito simples, o de imaginar um espaço. Na sua essência, vazio. Um espaço que, ocupando o imaginário, pode até não ter uma entrada ou uma saída. Um espaço que se limita meramente a ser o que é. Quatro paredes brancas que podem inclusive definir um cubo. Um chão, e um tecto. Superficies com a mera intenção de o (de)limitar ao essencial. E no entanto, este espaço não é ainda arquitectura. Faltam-lhe os sons, faltam-lhe os cheiros. As memórias e as vivências. Mas acima de tudo, falta-lhe luz.

Preocupa-me a questão do lugar, do sitio que a arquitectura transforma e da forma como o faz.

 Pergunto-me se existe forma alguma de se dissociarem. Da possibilidade de existir arquitectura sem o lugar, ou antes, de se poder fazer arquitectura sem  o lugar. Ambos os conceitos são complexos o suficiente para me distraírem da sua compreensão plena e, por isso, proponho-me frequentemente a um exercício (ingenuamente) simples, o de tentar reduzir ambos ao essencial que os define e aí procurar algo que os ligue inequivocamente. Esse será o ponto de partida da relação entre o projecto e o lugar. Entre o arquitecto, o projecto e o lugar.

E esse exercício consiste num processo muito simples, o de imaginar um espaço. Na sua essência, vazio. Um espaço que, ocupando o imaginário, pode até não ter uma entrada ou uma saída. Um espaço que se limita meramente a ser o que é. Quatro paredes brancas que podem inclusive definir um cubo. Um chão, e um tecto. Superficies com a mera intenção de o (de)limitar ao essencial. E no entanto, este espaço não é ainda arquitectura. Faltam-lhe os sons, faltam-lhe os cheiros. As memórias e as vivências. Mas acima de tudo, falta-lhe luz.

(Source: type-less)

Cidade (I)

Ao saberem que era estudante de arquitectura, perguntaram me o que era, para mim, a cidade. Custou-me responder a uma pergunta que se adivinharia tão simples, reflexo de uma vivência permanente e de uma relação constante com aquele conceito aparentemente tão óbvio e directo, pano de fundo de uma rotina diária. Pensar na complexidade desta pergunta levou-me a pôr de lado uma resposta concreta, uma definição rigida de cidade.

A cidade existe graças à relação entre o Homem e o Lugar. Nasce directamente da interpretação que faz do mesmo, e da forma como a ele se adapta. O Homem precisa da cidade e constrói-a, fisica e intelectualmente. A cidade não é só da arquitectura, nem só do urbanismo. A cidade é do Homem. Faz-se de cheios e vazios e constitui-se, como qualquer outro organismo, de orgãos e canais que se relacionam numa teia consistente, densa, e complexa. A cidade alimenta-se da energia que se liberta dos corpos que a desenham. Dos movimentos, dos brilhos e reflexos, da luz (sólida, difusa, directa, indirecta…), das imagens, dos sons, dos cheiros. Mas acima de tudo, da vivência diária do Homem que a habita. A cidade é um sistema quadrimensional. Uma dinâmica espaço-tempo que se constrói e se renova, que se altera e que se adapta. Que não pára. A cidade é e vive de uma transformação constante.  

10/9

Penso no que seria daquele sitio se a arquitectura o tivesse mudado.  O que seria daquele momento se a construção do homem o tivesse tranformado no fruto da razão. Se a construção fosse destruição e a paciente serenidade daquele sobreiro fosse posta em causa. Ou então, se tivesse sido acolhida como parte integrante da arquitectura num jogo inteligente de luz e sombra, capaz de vencer a gravidade e desenhar a atmosfera dos espaços. Penso em como o construído enalteceria aqueles vastos campos e aquela colina em particular. No seu diálogo e na sua convivência. Mas não, nada foi construído e aquele sítio ficou, dominado pelo vazio, igual a si mesmo. No entanto, na sua perenidade, aquele sobreiro solitário manda no espaço e, como ponto no plano, organiza-o. Aquele espaço, embora infinito, acolhe-me e convida-me a sentar na sua tranquilidade. A sua sombra chega para o desenhar e (de)marcá-lo na imensidão que o envolve.

Acabo por admitir que o melhor que a arquitectura pode fazer por aquele espaço, é a sua inexistência.

Vazio

No inicio era o vazio. Do vazio fez-se o cheio e do cheio fez-se o espaço. A praça de Lisboa é vazio. Perdida no tempo, ruína do seu antigo posto, entristece o coração da cidade e afunda consigo os símbolos que a protegem. Aguarda. Espera ansiosa pelo cheio que a preencherá e que consigo trará o esplendor de outros tempos. Espaço. Essa é a intenção. Enquanto desenho, enquanto forma vivida. Daí nasce a intenção, e da intenção nasce o projecto. Espaço é forma, forma é limite e é, por isso, fundamental estabelecer o limite, seguro e rigoroso, capaz de criar essa forma nova. E esse espaço é estar. É percorrer. É contemplar. Mas acima de tudo, esse espaço é viver. É desocupado,  despido do que não lhe é essencial, pois só assim é realmente capaz de ser pessoal e subjectivo. O espaço é de todos e de cada um,  vago e apropriável. Não é um, são vários. E no entanto, não só do espaço viverá o vazio, mas também do cheio. Aquele que cria esse espaço e que lhe dá vida deve também viver dele. Pede-se ao cheio que se abra ao espaço, e ao espaço que complete o cheio. Mas o espaço não é um mero servente do cheio, é o seu elemento fundamental. Aquele que cria a relação com o que o envolve e que através da sua continuidade ultrapassa o limite, ligando-o à malha que o acolhe. O espaço amarra o cheio à amalgama que o rodeia e confere à nova forma a unidade que a integra neste sistema de que faz agora parte: a cidade. A praça é o espaço e o edificio é o cheio. O cheio é o novo e o espaço é a relação. No inicio era o vazio, no fim será a Arquitectura.

 

“O que realmente me interessa é se Deus poderia ter criado o mundo de outra maneira. Por outras palavras, se a procura da simplicidade lógica nos deixa alguma liberdade.”
Albert Einstein

“O que realmente me interessa é se Deus poderia ter criado o mundo de outra maneira. Por outras palavras, se a procura da simplicidade lógica nos deixa alguma liberdade.”

Albert Einstein

Podemos conhecer o nosso passado olhando atentamente para as condições presentes. No entanto, para se adivinhar um futuro é, acima de tudo, necessário ter em conta as nossas acções presentes. Assim, qual será a verdadeira importância da reabilitação urbana na cidade e, acima de tudo, na sociedade?

Podemos conhecer o nosso passado olhando atentamente para as condições presentes. No entanto, para se adivinhar um futuro é, acima de tudo, necessário ter em conta as nossas acções presentes. Assim, qual será a verdadeira importância da reabilitação urbana na cidade e, acima de tudo, na sociedade?

Perante cada coisa o que o sonhador deve procurar sentir é a nítida indiferença que ela, no que coisa, lhe causa.
Saber com um imediato instinto, abstrair de cada objecto ou acontecimento o que lhe pode ter de sonhável, deixando morto no Mundo Exterior tudo quanto tem de real- eis o que o sábio deve procurar realizar em si próprio.

Fernado Pessoa, Livro do Desassossego

Perante cada coisa o que o sonhador deve procurar sentir é a nítida indiferença que ela, no que coisa, lhe causa.

Saber com um imediato instinto, abstrair de cada objecto ou acontecimento o que lhe pode ter de sonhável, deixando morto no Mundo Exterior tudo quanto tem de real- eis o que o sábio deve procurar realizar em si próprio.

Fernado Pessoa, Livro do Desassossego

miguelsilvarocha:

Rota do Ouro Negro / Percurso do Carteiro em anel, Escola abandonada,  Arouca, Portugal, Janeiro Doismiledoze

miguelsilvarocha:

Rota do Ouro Negro / Percurso do Carteiro em anel, Escola abandonada,  Arouca, Portugal, Janeiro Doismiledoze

À periferia.

Nós somos os arquitectos da periferia. Somos os responsáveis por criar a nossa identidade. O centro está cheio, é história e urge-nos, por isso, a expansão. Despreocupámo-nos com o ordenamento e expulsámos para os arredores o que não nos interessava no centro. Falha-nos, no entanto, a capacidade de realizar a evidência: só a periferia é capaz de nos ajudar a criar a identidade de Hoje. A “nossa” identidade. Cabe nos agora o cuidado de construir a nossa periferia; e é clara essa necessidade(!). A de uma referência capaz de adivinhar a transição entre o nosso passado e a urgência de um futuro, de uma identidade própria e actual. Cabe nos a nós construir esta cidade que nos resta. O lugar por preencher. Tal como no objecto (arquitectónico) de Koolhas, a distância do centro ao invólucro tornou-se tão grande que aquilo que vemos já não é o que está no seu interior. As partes autonomizaram-se. É, agora, urgente dar um sentido à periferia para que esta não morra.

   
Preocupa-me a questão do lugar, do sitio que a arquitectura transforma e da forma como o faz.
 Pergunto-me se existe forma alguma de se dissociarem. Da possibilidade de existir arquitectura sem o lugar, ou antes, de se poder fazer arquitectura sem  o lugar. Ambos os conceitos são complexos o suficiente para me distraírem da sua compreensão plena e, por isso, proponho-me frequentemente a um exercício (ingenuamente) simples, o de tentar reduzir ambos ao essencial que os define e aí procurar algo que os ligue inequivocamente. Esse será o ponto de partida da relação entre o projecto e o lugar. Entre o arquitecto, o projecto e o lugar.
E esse exercício consiste num processo muito simples, o de imaginar um espaço. Na sua essência, vazio. Um espaço que, ocupando o imaginário, pode até não ter uma entrada ou uma saída. Um espaço que se limita meramente a ser o que é. Quatro paredes brancas que podem inclusive definir um cubo. Um chão, e um tecto. Superficies com a mera intenção de o (de)limitar ao essencial. E no entanto, este espaço não é ainda arquitectura. Faltam-lhe os sons, faltam-lhe os cheiros. As memórias e as vivências. Mas acima de tudo, falta-lhe luz.

Preocupa-me a questão do lugar, do sitio que a arquitectura transforma e da forma como o faz.

 Pergunto-me se existe forma alguma de se dissociarem. Da possibilidade de existir arquitectura sem o lugar, ou antes, de se poder fazer arquitectura sem  o lugar. Ambos os conceitos são complexos o suficiente para me distraírem da sua compreensão plena e, por isso, proponho-me frequentemente a um exercício (ingenuamente) simples, o de tentar reduzir ambos ao essencial que os define e aí procurar algo que os ligue inequivocamente. Esse será o ponto de partida da relação entre o projecto e o lugar. Entre o arquitecto, o projecto e o lugar.

E esse exercício consiste num processo muito simples, o de imaginar um espaço. Na sua essência, vazio. Um espaço que, ocupando o imaginário, pode até não ter uma entrada ou uma saída. Um espaço que se limita meramente a ser o que é. Quatro paredes brancas que podem inclusive definir um cubo. Um chão, e um tecto. Superficies com a mera intenção de o (de)limitar ao essencial. E no entanto, este espaço não é ainda arquitectura. Faltam-lhe os sons, faltam-lhe os cheiros. As memórias e as vivências. Mas acima de tudo, falta-lhe luz.

(Source: type-less)

Cidade (I)

Ao saberem que era estudante de arquitectura, perguntaram me o que era, para mim, a cidade. Custou-me responder a uma pergunta que se adivinharia tão simples, reflexo de uma vivência permanente e de uma relação constante com aquele conceito aparentemente tão óbvio e directo, pano de fundo de uma rotina diária. Pensar na complexidade desta pergunta levou-me a pôr de lado uma resposta concreta, uma definição rigida de cidade.

A cidade existe graças à relação entre o Homem e o Lugar. Nasce directamente da interpretação que faz do mesmo, e da forma como a ele se adapta. O Homem precisa da cidade e constrói-a, fisica e intelectualmente. A cidade não é só da arquitectura, nem só do urbanismo. A cidade é do Homem. Faz-se de cheios e vazios e constitui-se, como qualquer outro organismo, de orgãos e canais que se relacionam numa teia consistente, densa, e complexa. A cidade alimenta-se da energia que se liberta dos corpos que a desenham. Dos movimentos, dos brilhos e reflexos, da luz (sólida, difusa, directa, indirecta…), das imagens, dos sons, dos cheiros. Mas acima de tudo, da vivência diária do Homem que a habita. A cidade é um sistema quadrimensional. Uma dinâmica espaço-tempo que se constrói e se renova, que se altera e que se adapta. Que não pára. A cidade é e vive de uma transformação constante.  

10/9

Penso no que seria daquele sitio se a arquitectura o tivesse mudado.  O que seria daquele momento se a construção do homem o tivesse tranformado no fruto da razão. Se a construção fosse destruição e a paciente serenidade daquele sobreiro fosse posta em causa. Ou então, se tivesse sido acolhida como parte integrante da arquitectura num jogo inteligente de luz e sombra, capaz de vencer a gravidade e desenhar a atmosfera dos espaços. Penso em como o construído enalteceria aqueles vastos campos e aquela colina em particular. No seu diálogo e na sua convivência. Mas não, nada foi construído e aquele sítio ficou, dominado pelo vazio, igual a si mesmo. No entanto, na sua perenidade, aquele sobreiro solitário manda no espaço e, como ponto no plano, organiza-o. Aquele espaço, embora infinito, acolhe-me e convida-me a sentar na sua tranquilidade. A sua sombra chega para o desenhar e (de)marcá-lo na imensidão que o envolve.

Acabo por admitir que o melhor que a arquitectura pode fazer por aquele espaço, é a sua inexistência.

Vazio

No inicio era o vazio. Do vazio fez-se o cheio e do cheio fez-se o espaço. A praça de Lisboa é vazio. Perdida no tempo, ruína do seu antigo posto, entristece o coração da cidade e afunda consigo os símbolos que a protegem. Aguarda. Espera ansiosa pelo cheio que a preencherá e que consigo trará o esplendor de outros tempos. Espaço. Essa é a intenção. Enquanto desenho, enquanto forma vivida. Daí nasce a intenção, e da intenção nasce o projecto. Espaço é forma, forma é limite e é, por isso, fundamental estabelecer o limite, seguro e rigoroso, capaz de criar essa forma nova. E esse espaço é estar. É percorrer. É contemplar. Mas acima de tudo, esse espaço é viver. É desocupado,  despido do que não lhe é essencial, pois só assim é realmente capaz de ser pessoal e subjectivo. O espaço é de todos e de cada um,  vago e apropriável. Não é um, são vários. E no entanto, não só do espaço viverá o vazio, mas também do cheio. Aquele que cria esse espaço e que lhe dá vida deve também viver dele. Pede-se ao cheio que se abra ao espaço, e ao espaço que complete o cheio. Mas o espaço não é um mero servente do cheio, é o seu elemento fundamental. Aquele que cria a relação com o que o envolve e que através da sua continuidade ultrapassa o limite, ligando-o à malha que o acolhe. O espaço amarra o cheio à amalgama que o rodeia e confere à nova forma a unidade que a integra neste sistema de que faz agora parte: a cidade. A praça é o espaço e o edificio é o cheio. O cheio é o novo e o espaço é a relação. No inicio era o vazio, no fim será a Arquitectura.

 

“O que realmente me interessa é se Deus poderia ter criado o mundo de outra maneira. Por outras palavras, se a procura da simplicidade lógica nos deixa alguma liberdade.”
Albert Einstein

“O que realmente me interessa é se Deus poderia ter criado o mundo de outra maneira. Por outras palavras, se a procura da simplicidade lógica nos deixa alguma liberdade.”

Albert Einstein

Podemos conhecer o nosso passado olhando atentamente para as condições presentes. No entanto, para se adivinhar um futuro é, acima de tudo, necessário ter em conta as nossas acções presentes. Assim, qual será a verdadeira importância da reabilitação urbana na cidade e, acima de tudo, na sociedade?

Podemos conhecer o nosso passado olhando atentamente para as condições presentes. No entanto, para se adivinhar um futuro é, acima de tudo, necessário ter em conta as nossas acções presentes. Assim, qual será a verdadeira importância da reabilitação urbana na cidade e, acima de tudo, na sociedade?

Perante cada coisa o que o sonhador deve procurar sentir é a nítida indiferença que ela, no que coisa, lhe causa.
Saber com um imediato instinto, abstrair de cada objecto ou acontecimento o que lhe pode ter de sonhável, deixando morto no Mundo Exterior tudo quanto tem de real- eis o que o sábio deve procurar realizar em si próprio.

Fernado Pessoa, Livro do Desassossego

Perante cada coisa o que o sonhador deve procurar sentir é a nítida indiferença que ela, no que coisa, lhe causa.

Saber com um imediato instinto, abstrair de cada objecto ou acontecimento o que lhe pode ter de sonhável, deixando morto no Mundo Exterior tudo quanto tem de real- eis o que o sábio deve procurar realizar em si próprio.

Fernado Pessoa, Livro do Desassossego

À periferia.
Cidade (I)
10/9
Vazio

About:

Reflexões acerca da intersecção escultura/arquitectura, arquitectura enquanto escultura e interacção arte | arquitectura | sociedade. Memória, acção e abandono.

Following: